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sábado, 25 de outubro de 2014

QUEIMADAS NO CEARÁ

 EM 2014 ESTADO JÁ REGISTROU 7.7096 FOCOS DE CALOR
Mesmo apesar da forte estiagem que castiga o Ceará há três anos o número de queimadas
Foto:Edilson Angelo
no Estado não parou de crescer. De acordo com o Programa Estadual de Prevenção,Monitoramento, Controle de Queimadas e Combate a incêndios Florestais ( PREVINA) até este dia 25 de outubro foram detectados via satélite 1313 focos de calor de alta intensidade e outros 5.783 de média intensidade. Para estes quase dez primeiros meses de 2014 o total acumulado é de 7.096 focos em todo o Ceará. Ainda conforme os dados do PREVINA  para este mesmo  período foram registrados dezenas de focos de calor dentro das Unidades de Conservação Estaduais como na APA da Bica do Ipu; Monólitos de Quixadá; Rio Pacoti; APA do Estuário do Rio Ceará; APA da Serra de Baturité; Rio Cocó e nas APAS Federais da Serra da Ibiapaba, Castanhão; Resex do Batoque; FLONA do Araripe; APA da Chapada do Araripe; PARNA de Ubajara e APA da Serra da Meruoca. Em todo o território cearense com maior focos de calor estão os municípios de Acopiara - 62;Quixadá-61; Caucaia- 53; Saõ Gonçalo do Amarante - 45 e Aracati - 44. A cidade de Alcântaras, zona norte do Ceará não tem focos de calor registrados até o momento.

25 de outubro de 2014
Assessoria de Comunicação da ECOS


quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

VALORIZAÇÃO CULTURAL NO CRATO

  MUNICÍPIO    CRIA CENTRO DE FORMAÇÃO E 
APOIO AO REISADO E TRADIÇÕES POPULARES
Do Diário do Nordeste

Crato. Crianças a partir de 4 anos de idade já podem ser matriculadas para participar de oficinas de reisado, maneiro pau, lapinhas, bandas cabaçais, dentre outras atividades que fazem parte da cultura popular nordestina, no Centro de Formação e Apoio ao Reisado e Tradições Populares Mestre Aldenir, inaugurado neste município, através da Secretaria Municipal de Cultura.
A unidade funcionará na Vila Padre Cícero, região do Distrito de Bela Vista, distante 14 quilômetros da sede do município. Todas as oficinas acontecerão numa casa alugada pela prefeitura municipal, recém-modificada, onde, inclusive, um palco para pequenas apresentações foi construído.
Favorecimento
Ainda para favorecer o melhor funcionamento do serviço cultural, há também há um ambiente para reuniões, que consiste numa sala que servirá como escritório, área para alimentação e banheiros recém-reformados.Nesta semana ainda não haverá aulas na unidade. Até a próxima sexta-feira, técnicos da Secretaria de Cultura do município estarão reunidos com lideranças comunitárias da região onde a escola foi construída para discutir sobre qual será o papel da própria comunidade na manutenção da escola e na forma como o trabalho de fomentação cultural será produzido no local. Coordenadores de outras secretarias do município também participarão destas reuniões.O ensinamento sobre as diferentes formas da cultura popular terá inicio a partir da próxima segunda-feira, quando a unidade estará realmente aberta ao recebimento dos alunos matriculados. Quem ainda não realizou a matricula poderá fazer até o fim desta semana na própria escola ou, ainda, na sede da Secretaria de Cultura do município. É necessário apresentação da certidão de nascimento da criança, duas fotos 3x4, bem como fotocópias dos documentos pessoais dos pais ou responsáveis pelas crianças.

Objetivo
O projeto tem como finalidade a manutenção das atividades artísticas, através da permanência de jovens em suas comunidades de origem, diminuindo, a partir daí, o êxodo que resulta na falta de pessoas capacitadas a dar continuidade à difusão das diferentes formas da cultura popular."O Centro de Formação Mestre Aldenir possuí uma finalidade muito importante que é, justamente, a de preservar as tradições culturais do nosso povo", avalia a Secretária de Cultura do município, Dani de Jade. Segundo ela, todas as crianças matriculadas na unidade terão acesso a aulas de dança, figurino, oralidade e música. "O objetivo é capacitar, ao máximo, todos os jovens que demonstrem interesse em qualquer uma das atividades artísticas existentes no município", afirma.

O local escolhido para funcionamento da unidade, segundo a secretária, abriga a maioria dos grupos que ainda atuam em atividades da cultura popular nordestina em Crato. Antigamente, o município chegou a verificar a existência de cerca de 50 grupos culturais. Hoje, pelos cálculos do órgão municipal, restaram apenas 15 grupos."Por isso é que o Centro é tão importante. Para que não percamos a condição de produzir arte popular e passemos, sobretudo, a valorizar todas as formas de atividade cultural existentes não só no município, mas também em toda a região", frisa Dani de Jade.

Além das práticas culturais que serão desenvolvidas, o Centro de Formação também atuará na orientação das crianças e demais membros da sociedade, através de parceria com outros órgãos da administração municipal, nas questões relativas a saúde, meio ambiente, agricultura e educação. "A ideia é mesclar o trabalho realizado na manutenção das atividades culturais com ações que possam gerar benefícios a toda a comunidade", explica a secretária.

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

CEARÁ E AS FONTES RENOVAVÉIS

 POSTO DE COLETA DE ENERGIA SOLAR É CRIADA PELA COELCE
Será inaugurado amanhã, em Aquiraz, o primeiro ponto de coleta do Ecoelce com sistema solar fotovoltaico próprio. O programa da Companhia Energética do Ceará (Coelce) propõe a troca de resíduos recicláveis por descontos na conta de luz. O sistema é composto por duas placas de 140 watt cada, um inversor de 300 watt e uma bateria de 150 ampère-hora. 

Aparato é composto por duas placas de 140 watt cada, um inversor de 300 watt e uma bateria de 150 ampère-hora FOTO: KIKO SILVA
Segundo o coordenador geral do Ecoelce, Odailton Arruda, a composição é suficiente para abastecer a unidade diariamente. "O posto tem um consumo pequeno. Há uma balança para pesar os resíduos; uma máquina POS e uma lâmpada, que é acesa quando necessária".

Em caso de mudança climática, a capacidade de armazenamento permite que o posto permaneça autossuficiente por até dois dias de nublados, explicou Odailton Arruda.

Ampliação

O coordenador do programa declarou que há a possibilidade, e intenção, de expandir o sistema para as outras unidades existentes no Ceará. "Será analisado durante um ano a eficiência para ter uma conclusão de ter a viabilidade para outros pontos", adiantou ainda.

A implantação do sistema para captação de energia solar custaria, em cada ponto, R$ 6,5 mil. A construção das unidades giram em torno de R$ 12 mil.

No Estado, atualmente, existem 82 pontos de coleta de lixo reciclável da Companhia. Destes, 23 são fixos e o restante são unidades móveis. Além de Fortaleza, os postos estão distribuídos nos municípios de Maranguape, Capistrano, Cariré, Sobral, Granjeiro, Caririaçu, Hidrolândia, Pacajus e Reriutaba.

Programa

Para aderir ao Ecoelce e trocar resíduos recicláveis por bônus na conta de energia, o titular da fatura deve solicitar o cartão do programa se cadastrando, com a conta de energia elétrica em mãos, em um dos postos de coleta do programa. Com o cartão, o cliente pode levar o resíduo ao posto de coleta e registrar os bônus para a próxima fatura.

O cartão corresponde à unidade consumidora para a qual o cliente quer creditar o desconto. Quando o consumidor leva resíduos recicláveis a um posto de coleta, o cartão é passado numa máquina e, via web, o valor é creditado na conta de energia, de acordo com a categoria do resíduo coletado. O desconto já deve ser contabilizado na fatura posterior, de acordo com informações da Coelce.

A empresa esclareceu ainda que, caso o valor da bonificação seja superior ao total da conta, o excedente é creditado automaticamente na fatura seguinte

quarta-feira, 13 de março de 2013

CEARÁ INVESTE NO BIOCOMBUSTÍVEL "DA TILÁPIA"

DUAS CIDADES CEARENSES DEVERÃO TRANSFORMAR 
VISCERAS DE PEIXES EM BIOCOMBUSTÍVEL

 Nos ultimos anos o investimento em tecnologias alternativas de produção de energia tem ganhado força no Brasil. Depois de utilizar o óleo do girassol, algodão, pião brabo, mamona e oleo de cozinha direcionando-os à produção de biocombustível o país aposta na utilização da gordura animal na implementação aos combustíveis gerando um produto mais sustentável. 

Nesta quarta-feira,13, o Jornal Diário do Nordeste noticiou em seu site que as cidades de Jaguaribara e Morada Nova, ambas situadas na Região Jaguaribana do Ceará receberão invesimentos para a construção de usinas de biocombustíveis que deverão extrair a gordura vegetal das visceras de tilápias criadas em viveiros no Açude Castanhão e comercializarão este produto junto a Petrobrás para a fabricação de Biocombustível. 

Segundo o Jornal em Jaguaribara a usina deverá começar a funcionar ainda este mês e terá capacidade de produção equivalente a 8mil litros de óleo por dia. O novo investimento é fruto do resultado de uma pesquisa realizada pela Fundação Nucleo de Tecnologia Industrial do Ceará - NUTEC vinculada a SECITECE que conseguiu construir uma máquina que tranforma 50% do descarte em óleo.

Em outras cidades do interior cearense, algumas iniciativas foram implantadas afim de reaproveitar materiais e residuos capazes de gerar novos produtos a partir de sua reutilização. Em Alcântaras, por exemplo, há três ano a ECOS recolhe de lanchonetes e residências o óleo de cozinha usado e dereciona o resíduo a fabricação artesanal de Sabão. Ainda no mesmo município quando a frente da Secretaria do Desenvolvimento Agrário e Meio Ambiente o estudante de meio ambiente Eneudo Ângelo idealizou o projeto aromas que dentre outras metas teria o objetivo de transformar as visceras descartadas de animais abatidos no Matadouro Municipal em gordura animal a ser tambem utilizada na fabricação de sabão. Entretanto sem investimentos o projeto não chegou a ser executado.

13 de março de 2013
Assessoria de Comunicação da ECOS

sábado, 8 de dezembro de 2012

FOCOS DE INCÊNDIO AUMENTAM NO CEARÁ

ESTADO É O 4º EM MAIOR NUMERO DE QUEIMADAS NO NORDESTE

Apesar do risco de incêndios e de prejudicar o solo em longo prazo, o homem do campo insiste na prática das queimadas. Neste ano, no Ceará, os satélites do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) já identificaram 4.598 focos de queimadas no Estado entre 1º de janeiro e 4 de outubro. O número é 286% maior que os 1.190 focos identificados em igual período do ano passado.De acordo com o meteorologista Raul Fritz, da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme) o problema não é restrito ao Ceará. “Os satélites mostram, em tempo real, o surgimento de vários focos de calor em todo o País. 

A situação é grave em quase todos os estados brasileiros. Muitos também apresentam crescimento semelhante na quantidade de focos”, informa.As queimadas em 2012 foram registradas em todas as regiões cearenses, tendo maior frequência no Sertão Central, Inhamuns e Cariri. Entre os municípios com mais incidência de focos estão Jucás, com 206, seguido de Cariús, com 141, e Saboeiro, onde já foram identificadas 114 queimadas neste ano.

No Nordeste, os dados apontam que o Ceará é o 4º do ranking de queimadas em 2012. Os três primeiros estão em situação bem pior. No Maranhão, já são 99.007 focos identificados. Na Bahia, 90.055 e no Piauí, 36.854.

Previsão

O número de focos de queimadas no Ceará deve crescer significativamente até dezembro. “Fora o fato de que as queimadas normalmente aumentam no Ceará nos três últimos meses do ano, as condições de superfície estão muito favoráveis, ou seja, solos muito secos em virtude de a estação chuvosa ter sido abaixo da média em 2012, umidade do ar relativamente baixa, ventos em geral um pouco mais intensos e altas temperaturas do solo e do ar. Essas condições são propícias ao fogo”, explica Raul Fritz.

Incêndios
erca de 14% dessas queimadas ganharam proporções maiores e viraram incêndios. Segundo o Corpo de Bombeiros, já foram quase 650 ocorrências em 2012, levando risco para pessoas, animais e destruindo a vegetação das áreas atingidas. Os números são contabilizados pelo Programa Estadual de Prevenção, Monitoramento, Controle de Queimadas e Combate aos Incêndios Florestais (Previna). As informações no site do Previna são geradas pela Funceme, que utiliza um satélite para o monitoramento dos pontos de calor. A instituição estadual disponibiliza visualizações em mapas políticos e geolocalizados (com latitude e longitude), enriquecidos com outras informações sobre unidades dos bombeiros, sistema viário, sistema de transmissão elétrica, recursos hídricos e meio ambiente. 
Focos de queimadas no Ceará entre 1º de janeiro a 4 de outubro
2003 - 3.260
2004 - 1.847
2005 - 3.139
2006 - 1.703
2007 - 2.633
2008 - 1.433
2009 - 2.128
2010 - 2.567
2011 - 1.190
2012 - 4.598


Queimadas por municípios cearenses em 2012
Jucás - 206
Cariús - 141
Saboeiro - 114
Acopiara - 112
Mombaça - 98
Parambu - 86
Araripe - 85
Caucaia - 84
Aracati - 78
Jaguaretama - 73


Queimadas por estados do Nordeste em 2012
Maranhão – 99.007
Bahia – 90.055
Piauí – 36.854
Ceará – 4.598
Alagoas – 2.320
Pernambuco – 2.123
Rio Grande do Norte – 1.253
Paraíba – 1.157
Sergipe – 717

Fontes: Banco de Dados de Queimadas (INPE) e Assessoria de Comunicação da Funceme
Guto Castro Neto - (85) 8814-4194
5 de outubro de 2012

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

POLUIÇÃO DE AFLUENTE NO VALE DO JAGUARIBE

EM LIMOEIRO DO NORTE -CEARÁ RIO JAGUARIBE ESTÁ SENDO
 DEGRADADO PELO DEPÓSITO DE LIXO

Do Jornal Diário do Nordeste

O leito do afluente tem se assemelhando a uma grande rampa, em vista do acúmulo de resíduos sólidos que jogados pela população. Isso tem causado ao longo dos últimos anos a crescente degradação do manancial fotos: Ellen Freitas
Limoeiro do Norte. Os moradores do bairro Sítio Ilha, localizado no Centro da cidade, assistem desesperançosos à degradação de um afluente do Rio Jaguaribe. O lixo tem tomado conta das margens do rio e nada foi feito por parte da Prefeitura para ajudar a resolver o problema ambiental, segundo apontam.

A situação vem sendo constatada há vários anos, de acordo com Maria de Fátima Lima Amorim, que reside na comunidade há 32 anos. "Desde que eu moro aqui, enfrentamos esse problema. Tem um carro do lixo, mas dificilmente os garis limpam o entulho que fica. Não me lembro da última vez que fizeram limpeza, só sei que já fazem muitos anos", explicou.

Sem chuvas
Nesse período, como não houve inverno, o nível do rio está baixo. De acordo com populares, quando chega o período das chuvas, os problemas são maiores. "Por ocasião das chuvas, há um aumento do nível do rio e as pessoas somente veem o lixo misturado com as águas. A sujeira vai ganhando volume e causando mais transtornos para a comunidade", disse uma moradora que preferiu não se identificar.

A comunidade fica entre os rios Jaguaribe e Banabuiú. Quando há enchente, os rios se cruzam e a água, juntamente com o lixo, invade a casa de alguns moradores locais.

Na outra margem do rio, está localizado o mercado público. De lá também são despejados restos de alimentos e muito lixo orgânico, especialmente resíduos de carnes, ao fim de um dia de trabalho.

De acordo com Maria de Fátima, o carro da Prefeitura recolhe, no fim do dia, alguns baldes com ossada após o corte da carne para venda, mas existem pessoas que acabam destinando o material imprestável na outra margem do rio, a céu aberto. "Ali é tipo um barranco, eles chegam e só fazem jogar os resíduos. Eles não sabem que isso pode prejudicar só a eles mesmos", disse a moradora.

Segundo Maria de Fátima, ela já teve que tirar dinheiro do próprio bolso para limpar uma área em frente à sua casa, que estava virando rampa de lixo. "Eu tive que pagar R$ 20,00 a um homem pra limpar aqui na frente da minha casa. Já estava virando um lixão. Teve um tempo em que o carro da Prefeitura não limpava, então eu tive que arcar com os custos", explicou.

A solução encontrada por moradores é queimar o lixo. Mas, de acordo com eles, o corpo de bombeiros militares no município não permite a prática.

Quem passa pelo local se surpreende com a quantidade e os tipos mais variados de resíduos. Pneus, sacos plásticos, móveis velhos, caixas de papelão, galhos de árvores, dentre outros materiais. São distintos os tipos de lixo que são descartados incorretamente. Além da poluição causar enormes prejuízos ao meio ambiente, a saúde dos moradores também pode ser afetada pelo descuido, como diz a moradora do lugar.

Alguns residentes utilizam a água do rio para dar banho em animais, lavar de roupa e louça. É possível flagrar também a pesca e a descamação do peixe nessas águas. As crianças também frequentam o rio para tomar banho, o que aumenta o risco principalmente de doenças de pele.

Preocupação
Essa preocupação tem mobilizado a escola Wilson Estácio de Souza, localizada na comunidade. Professores trabalham, constantemente, com alunos a questão ambiental e procuram despertar a comunidade para os cuidados com o rio.

"Iremos iniciar um projeto na escola, que tem objetivo de conscientizar alunos e pais para que sejam mudadas essas práticas que prejudicam o meio ambiente", explicou a autora do projeto, professora Rosa Helena.

O projeto é baseado na educação solidária e sustentável. Através de palestras e reuniões com pais de alunos, serão abordados temas como sustentabilidade, saúde, lixo, saneamento ambiental e outras temáticas pertinentes à realidade enfrentada pela comunidade.

Segundo a professora Rosa Helena, a esperança é que, através dos alunos, os pais assumam outra postura e colaborem com o bem-estar da comunidade e do meio ambiente.

Ellen FreitasColaboradora

terça-feira, 13 de março de 2012

COPA DO MUNDO 2014 BEM MAIS BRASILEIRA

TATÚ BOLA É ESCOLHIDO COMO MASCOTE OFICIAL DA COPA 2014

Do jornal Diário do Nordeste

Crateús O tatu-bola será o mascote da Copa de 2014. A notícia da escolha do animal, feita pela Fifa, deixou surpresa a Associação Caatinga, ONG cearense que lançou a campanha no início de fevereiro. O anúncio oficial será em outubro, em evento organizado pelo COL, comitê organizador do mundial.

Dedicada à causa ambiental há 13 anos, a entidade entregou, no fim daquele mês, um dossiê aos representantes do Ministério do Esporte. O tatu-bola ganhou simpatia imediata da Fifa. A ONG já trabalha os desdobramentos da escolha, que levará o "animalzinho que vira bola" para o centro das atenções.

A espécie, ameaçada de extinção, disputava com outros símbolos, como a onça pintada, a arara, o jacaré e o Saci Pererê. Natural da caatinga e do cerrado, o animal só existe no Brasil.

"É a possibilidade real de, pela primeira vez, a Copa do Mundo deixar um legado ambiental, não só para o tatu-bola, mas para todas as espécies ameaçadas de extinção na caatinga e no cerrado", frisa o biólogo Rodrigo Castro, secretário executivo da Associação Caatinga.

A expectativa é de que, com a visibilidade que a espécie terá com o mundial, haja a transferência de recursos para projetos e investimentos na valorização, conservação e uso sustentável do bioma caatinga, em sua totalidade. Rodrigo Castro informa que, se nada for feito, o tatu-bola pode ser extinto em dez anos.

Campanha

A Associação lançou o tatu-bola (Tolypeutes tricinctus) como mascote por ser um animal que só existe no Brasil e que tem a habilidade de curvar-se sobre si mesmo para se proteger quando ameaçado, ficando no formato de uma bola.

"Durante o mês de fevereiro, após a campanha ser lançada virtualmente, tivemos muitas adesões. A ideia se projetou de forma rápida pela internet, nos sites e redes sociais. É um exemplo de como uma ideia se espalhou com uma capilaridade incontrolável. A escolha, então, foi uma emoção incrível", diz Castro.

Segundo ele, a escolha do tatu-bola como mascote da Copa vai aliar a paixão brasileira pelo futebol à preocupação com o meio ambiente. Ele acredita que a espécie também exalta e divulga para o mundo algumas das qualidades do povo brasileiro, como a criatividade, a irreverência e o senso de humor.

Apesar de a escolha já ter sido feita, a Fifa ainda precisa registrar o desenho do tatu-bola no OHMI, instituição que trata de patentes na Europa. A Fifa e outras marcas internacionais costumam registrar logos oficiais e desenhos na organização.

Os desenhos e um vídeo com a mascote em movimento já foram produzidos por uma agência de publicidade contratada pela Fifa. O verde será a cor predominante do tatu-bola.

O animal mede cerca de 50 centímetros, tem hábito noturno e alimenta-se de cupins, formigas, cascas e raízes de plantas, além de frutas. Essa espécie não escava buracos, mas aproveita tocas abandonadas feitas por outros tatus. As fêmeas produzem, por ninhada, um ou dois filhotes. A caça é a principal ameaça à sobrevivência da espécie.

SILVANIA CLAUDINO
REPÓRTER 
Postagem: blog da ECOS

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

SEMACE CRIA MODO DE FISCALIZAÇÃO E AGILIZA OPERAÇÕES NO CEARÁ

 DITEC DA SEMACE IMPLANTA NOVA ATUALIZAÇÃO DO SISTEMA NATUUR 

Depois do sistema de atendimento, a Diretoria de Tecnologia da Informação e Comunicação (Ditec) da Superintendência Estadual do Meio Ambiente (Semace) está implantando uma nova atualização do sistema integrado Natuur: o módulo de Fiscalização. Esta ferramenta de gerenciamento de dados é direcionada à Diretoria de Fiscalização (Difis) da autarquia, que começou a funcionar em julho de 2010, após a entrada de novos servidores.

Dentre as principais vantagens do novo módulo estão a geração de relatórios gerenciais das demandas que chegam ao setor na forma de denúncias ou ações de inteligência; mais controle de acesso aos dados; administração dos documentos formatados pelos fiscais, como notificações, autos de infração e termos; e integração de informações gravadas no coletor de dados utilizados durante as fiscalizações. Além disso, o sistema está integrado com a base de dados da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Ceará (Ematerce) referente às autodeclarações para empreendimentos familiares rurais.

Segundo o Stevens de Castro, gerente do projeto, o módulo também ajudará na agilização do trabalho desempenhado pela ouvidoria da superintendência. “As demandas enviadas aos fiscais poderão ser mais facilmente encontradas no sistema, o qual informará se já foram agendadas para atendimento ou não”, explicou. Dessa forma, as informações poderão ser passadas mais precisamente para o público. Outra vantagem é na organização do tipo de ocorrências que entram na Semace, as quais serão divididas em Presencial, Interna, Por Telefone e Anônimas.

Quanto às grandes operações, fruto de planejamento estratégico da Difis, também serão beneficiadas pelo novo sistema, pois permitirá a comparação entre o que foi planejado e o que foi executado. “Poderemos avaliar o desempenho do setor e criar indicadores que servirão de parâmetros para ações futuras”, esclareceu o assessor técnico da área Tiago Bessa. Para ele, essa avaliação funciona como “um termômetro de como estamos cumprindo a missão institucional da Difis em termos de resultados”.

28.09.2011
Assessoria de Comunicação da Semace

Postagem: blog da ECOS

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

ATÉ 2014 DEVERÃO SER EXTINTOS OS LIXÕES NO CEARÁ

MUNICÍPIOS DEVERÃO APROVAR PLANO DE SANEAMENTO ATÉ ANO QUE VEM

Do jornal Diário do Nordeste

Fortaleza. Caucaia e Fortaleza já se articulam para a instalação de um novo aterro sanitário. Maracanaú e Maranguape também avançam na questão. No entanto, o interior ainda repete os vícios de destinar os resíduos sólidos para os lixões.

Essa questão preocupa, especialmente, o Governo do Estado, que quer cumprir determinação do Governo Federal para que os Municípios apresentem até 2012 o Plano Municipal de Saneamento, envolvendo água, esgoto e resíduos sólidos. O não cumprimento deverá acarretar o não repasse de recursos federais para as cidades.

No Ceará, apenas sete cidades do Estado têm aterros sanitários adequados, segundo a Secretaria Estadual de Cidades. Desse total, há uma ação de ampliação do Aterro Sanitário Metropolitano Oeste de Caucaia (Asmoc), que deverá entrar em operação a partir de 2014, e um outro que conta com projeto, recursos, mas ainda não saiu do papel: do da Região do Cariri, por conta da indefinição do local de funcionamento.

Responsabilidade
O titular da Secretaria de Cidades, Camilo Santana, diz que embora a coleta e o destino final seja da responsabilidade dos Municípios, o Governo do Estado está intervindo na questão, diante das determinações voltadas ao saneamento básico por parte do Governo Federal e da meta de se acabar com os lixões até 2014.

Camilo Santana diz que o desafio é grande, uma vez que, dos 184 Municípios cearenses, apenas Fortaleza, Caucaia, Eusébio, Maracanaú, Pacatuba, Maranguape e Sobral destinam corretamente os resíduos sólidos em aterros sanitários.

"A construção de aterro tem sido um problema sério, porque existe a mentalidade de que não compensa investir nesse equipamento, enquanto que os lixões são com custos bem mais reduzidos", disse Camilo Santana. A produção de resíduos também é pouco expressiva para comportar um aterro moderno e adequado às normas de saneamento básico.

Com isso, o secretário de Cidades informou que a alternativa encontrada para o Ceará tem sido a formação de consórcio. Ou seja, reunir cinco a seis Municípios para a construção de um aterro que atenda à demanda de todos os participantes.

Nesse caso, já funcionam os aterros de Caucaia (atendendo Fortaleza e Caucaia), Maracanaú (Maranguape e Maracanaú), Aquiraz (Eusébio e Aquiraz), Jaguaribara (Jaguaribara), Sobral (Meruoca e Sobral), Pacatuba e Horizonte.

"Nossa pretensão é que os 184 Municípios cearenses tenham cobertura por aterro sanitário, daí que há projetos executivos em andamento para o Cariri, Camocim, Sobral, São Benedito, Pedra Branca, Limoeiro do Norte, Paracuru, Icó e Milagres, que pelos consórcios atenderão todas as regiões do Estado", afirmou Camilo Santana.

No caso de Fortaleza e Caucaia, além de se contar com um aterro em funcionamento, há também um projeto de construção em andamento, que consistirá numa expansão do existente naquela localidade metropolitana de Fortaleza.

Vida útil
O superintendente da Ecofor Ambiental (empresa responsável pela coleta, destino final dos resíduos, operacionalização e construção do novo aterro) João Júlio de Holanda, disse que a ideia é que o equipamento entre em funcionamento em 2014, quando se expira a vida útil do Asmoc. "Com o novo aterro, há uma garantia de mais 20 anos de destino final do lixo para Fortaleza e Caucaia, que hoje somam um depósito de 150 toneladas por mês".

O presidente da Autarquia de Regulação, Fiscalização e Controle dos Serviços de Saneamento Ambiental (Acefor), órgão da administração de Fortaleza, José Nunes Passos, disse que a contrapartida de Caucaia nesse projeto será, a exemplo do que acontece no momento, de também poder utilizar o aterro para o depósito de seus resíduos.

Poluição dos solos
Segundo Passos, a experiência do consórcio com Caucaia não só fez consolidar a ideia dos consórcios, como foi um passo importante para o Estado ingressar na era que encerrava os lixões. Entre os impactos negativos, a destinação inadequada dos resíduos sólidos em lixões gera contaminação dos lençóis freáticos e recursos hídricos superficiais, doenças como leptospirose, contaminação do solo e mudanças climáticas. Para o ambientalista, a existência de lixões é totalmente negativa pelos aspectos da saúde pública e de meio ambiente.

FIQUE POR DENTRO
Diferença

Passar de lixão para aterro não é só uma elevação de status. Os sanitaristas observam que há cuidados básicos dos modernos depósitos de lixo, quanto ao tratamento do chorume (líquido tóxico decorrendo dos resíduos), com lagoas ou uso de produtos químicos e impermeabilização do solo, para evitar a contaminação do lençol freático.

MAIS INFORMAÇÕES 
Secretaria de Cidades
Av. Gal Afonso Albuquerque Lima - Edifício Seplag - Telefone: (85) 3101.4448/ www.cidades.ce.gov.br

IMPASSE
Projeto para o Cariri continua só no papel

Fortaleza.
 Com projeto já elaborado e recursos assegurados no valor de R$ 14 milhões, o Aterro Sanitário do Cariri, ou Aterro da Região Sul, continua somente no papel.

Essa situação decorre do fato de que os Municípios consorciados não chegaram a uma definição do local. A ideia inicial é que seria construído no Crato, mas a administração municipal vetou o projeto por não concordar com os impactos ambientais.

Segundo o secretário de Cidades, Camilo Santana, os recursos foram alocados por meio de empréstimos junto ao Banco Mundial. Essa iniciativa seria o ingresso de se formar aterros sanitários por regiões, no sentido de impor um limite para os lixões no Estado.

Atualmente, o Ceará conta com 280 lixões, número maior que o de Municípios, que é de 184. De acordo com o decreto governamental nº 29.881 de 31 de agosto de 2009, os Municípios que apresentam boa gestão ambiental garantem 2% dos 25% da redistribuição do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).

ExigênciaDiante do impasse no Cariri, a alternativa que vem sendo planejada é a instalação em Juazeiro do Norte, que pelo tamanho de seu território é um dos menores cidades do Sul do Estado.

Uma outra alternativa foi pensada para Caririaçu, mas também acabou sendo inviabilizado. Para Camilo Santana, outra preocupação é com relação a operacionalização do aterro, que tem custos e exige a participação dos parceiros. "Essa menção de operar causa objeção nos prefeitos, porque até então não tinham quase nenhum custo com o destino final do lixo da cidade", disse Santana.

MARCUS PEIXOTORepórter

Postagem: blog da ECOS

terça-feira, 6 de setembro de 2011

EXPANSÃO DE USINAS EÓLICAS NO CEARÁ

NOVAS USINAS PODERÃO SER IMPLANTADAS EM REGIÕES SERRANAS COMO 
O PLANALTO DA IBIAPABA ZONA NORTE DO ESTADO

A Energia Eólica é sem dúvida um dos grandes investimentos das últimas décadas, devido a busca por fonte de energia alternativa e sustentável, a implantação de novas usinas tem sido constante em todo o Brasil. No entanto, após a implantação de parques eólicos em Zonas litorâneas, investidores apostam em novas regiões com a Serra da Ibiapaba no Ceará.

Confira a Reportagem do Diário do Nordeste
PARQUES EÓLICOS
A produção de energia eólica no Ceará deve manter ritmo de franca expansão nos próximos três anos. Atual líder nacional no setor, e com projetos ainda a serem construídos, o Estado deve chegar em 2014 com mais de 50 usinas e uma capacidade instalada de quase 1,5 mil MW, segundo panorama traçado pela Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica).

  Atualmente o Ceará possui 17 usinas eólicas em operação. Os parques estão localizados em Acaraú, Amontada, Aquiraz, Aracati, Beberibe, Camocim, Fortaleza, Paracuru e São Gonçalo do Amarante. Todos as usinas, somadas, têm uma capacidade instalada de 493,9 MW. De acordo com o presidente do Conselho Regional do Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Crea) do Ceará, engenheiro eletricista Antônio Salvador da Rocha, 1 MW é suficiente para abastecer 500 famílias.

  O panorama da Abeeólica para
 2014 prevê o Ceará com 54 usinas 
e capacidade instalada de 1.488,7 MW - atrás somente do Rio Grande do Norte. A energia seria suficiente para uma demanda equivalente a 744 mil famílias, aproximadamente. O litoral do Estado vem deixando de ser o único ponto onde os projetos eólicos são instalados. A região da Ibiapaba é uma nova realidade para os investidores. Em 2010, por exemplo, novos parques eólicos foram aprovados em leilão para 
Ubajara e Tianguá.

  De acordo com o diretor da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica) no Nordeste, Pedro Cavalcanti, a ida de projetos para regiões além do litoral se deve a um conjunto de fatores, como lincenças ambientais impedidas em cidades litorâneas e viabilidade econômica mais adequada à realidade do investidor. Pedro aponta ainda que as praias cearenses já possuem um grande número de usinas - o que motiva os investidores a optarem pela expansão em outras regiões.

"Todo o litoral está mapeado. No Ceará a questão ambiental é mais severa, mas isso não impediu o Estado de se expandir. O Ceará deu um grande sinal de vitalidade nos últimos leilões", comenta o diretor.

   Nos últimos leilões de energia o Rio Grande do Norte obteve melhores resultados que o Ceará

Postagem: blog da ECOS
Extaído do blog Portal Uruoca

quarta-feira, 22 de junho de 2011

DEGRADAÇÃO AMBIENTAL

 CONHEÇA OS 10 MUNICIPIOS CEARENSES QUE MAIS DESMATARAM ENTRE 2008 E 2009

Do Jornal O Povo Online

O Ministério do Meio Ambiente divulgou no último dia 17 dados que apontam para diminuição do ritmo de desmatamento na Caatinga. No Ceará, enquanto se destruiu em média 646,71 km² do bioma, entre 2002 e 2008, foram 440,19 km² devastados em 2009.

Apesar da diminuição, é como se, em um ano, área pouco maior do que os municípios de Fortaleza e Maracanaú juntos tivessem sido destruídos. Em todo o Brasil, foram 1.921 km² de Caatinga destruídos em um ano.

Entre dez estados com ocorrência da Caatinga, o Ceará continua sendo o segundo que mais destruiu o bioma, atrás apenas da Bahia, que devastou 638,35 km² entre 2008 a 2009. No Ceará, ficam quatro dos 20 municípios brasileiros que mais desmataram a Caatinga (veja no mapa abaixo a lista dos dez municípios cearenses que mais destruíram o bioma).

 ( Do blog) 
Dos Dez municipios apresentados na lista acima pelo menos 3 estão situados na Região Norte do Estado como é o caso de Granja, Santa Quitéria e Hidrolândia, sendo que os dois primeiros estão entre as maiores cidades cearenses em área territorial. Os demais localizam-se na porção so Sertão Central e Região leste do Estado.

Postagem: blog da ECOS
Fonte: O POVO ONLINE

sexta-feira, 6 de maio de 2011

MUDANÇA DE HÁBITO

PROJETO  DE  LEI PROIBE USO DE  SACOLA  PLÁSTICA NO CEARÁ

Por Tarcilia Rego

Projeto de lei de autoria da deputada Eliane Novaes (PT), foi lido no plenário da Assemblei Legislativa do Estado, último dia 20 de abril. O texto de Novaes propõe que seja “vedado o uso de embalagens plásticas à base de polietileno, propileno, polipropileno ou matérias-primas equivalentes, para acondicionamento e entrega aos clientes de gêneros alimentícios, produtos e mercadorias, pelos estabelecimentos comerciais e industriais do Estado do Ceará como forma de colocá-las à disposição do ciclo de reciclagem e proteção do meio ambiente.”

A substituição das embalagens de acordo com o projeto, sugere o prazo de três anos, período ideal para os estabelecimentos comerciais e a indústria, adequar-se às disposições desta Lei. Rio de Janeiro, Belo horizonte, Brasilia, Aracajú são algumas localidades que eliminaram as sacolas plásticas por força da legislação. Já são 13 projetos tramitando, segundo a assessoria da deputada Eliane. A iniciativa pioneira partiu do Estado no Rio de Janeiro que aprovou a Lei 5.502 no ano de 2009. O mesmo aconteceu recentemente, em Belo Horizonte.

Lei comercial?
Na opinião do empresário e presidente do Sindicato das Empresas de Reciclagem de Resíduos Sólidos Domésticos e Industriais do Estado do Ceará (Sindiverde), Marcos Augusto Nogueira Albuquerque, a Lei é puramente comercial. “As redes de supermercados querem a todo custo deixar de fornecer aos seus clientes sacolas a custo zero e passar a vender sacolas a R$: 0,l9 aumentando bastante seus faturamentos. Somente com a venda de 1 milhão de sacolas eles podem ter um faturamento de R$: 190.000,00. No caso de BH, eles podem faturar R$: 20 milhões.”, afirma com veemência, o dirigente empresarial.
Para a Eliane Novais, “o projeto não vem para atender aos interesses privados e sim para contribuir com uma mudança de pensamento e paradigmas na produção e consumo de bens”, opina a parlamentar. Disse ainda que a proposta prevê uma campanha de distribuição de sacolas reutilizáveis (quantidade ainda a ser definida) por todo o Estado, envolvendo a Assembleia Legislativa, a Câmara de Vereadores de Fortaleza e outros órgãos públicos. “O objetivo da ação é divulgar a ideia de sustentabilidade ambiental e estimular a incorporação do uso das novas sacolas”, finaliza a deputada.

Alternativas
A tecnóloga em Gestão Ambiental, Luana Viana, observa que as alternativas como a prática de redução de consumo, fabricação de sacolas plásticas mais resistentes (a fim de evitar seu uso em excesso e, com isso, reduzir o volume), coleta seletiva, reciclagem, incentivo às pesquisas de matérias-primas naturais capazes de compor esses produtos, dentre outras, são muito mais verdadeiramente sustentáveis do que o estímulo ao consumo de novos produtos com falsas perspectivas.

Sacolas oxi-biodegradáveis 
 
Disse ainda Viana – mestra em Resíduos Sólidos – fazendo referência as famosas sacolas oxibiodegradáveis, que “embora desapareçam a olho nu mais rapidamente se comparadas às convencionais, carregam a desvantagem de conter em sua composição aditivo químico, componente que faz com que o plástico se degrade em maior velocidade, mas que continua contaminando o ambiente por causa dos catalisadores empregados, derivados de metais como níquel e manganês”.

Mudança de hábito, coleta seletiva e reciclagem 
 
Sem dúvidas o Projeto de Lei representa um ganho enorme para o meio ambiente.Com certeza vai contribuir para uma mudança de hábito e o empreendimento de programas de educação ambiental. É natural, também, que surjam insatisfações, afinal de contas é preciso um olhar cuidadoso ou melhor dizendo, observar aspectos econômicos da questão. A produção de plásticos gera empregos, renda e movimenta uma extensa cadeia produtiva.
Para Albuquerque “não adianta tapar o Sol com a peneira”. É preciso lembrar que uma mudança brusca, vai causar prejuízos a economia, podendo provocar o fechamento de fábricas produtoras de sacolas de polímeros. “A solução para tudo isso é a reciclagem, é a conscientização da população e a implantação da coleta seletiva”, finaliza o empresário.

Como completa Luana, é um bom momento para repensarmos “alternativas como a prática de redução de consumo, fabricação de sacolas plásticas mais resistentes (a fim de evitar seu uso em excesso e, com isso, reduzir o volume), coleta seletiva, reciclagem e incentivo às pesquisas de matérias-primas naturais capazes de compor esses produtos”. Tais alternativas, certamente, “podem ser mais sustentáveis do que o estímulo ao consumo de novos produtos com falsas perspectivas”. Encerra a especialista em meio ambiente.